segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Curso O Negócio do Luxo em Curitiba

luxo 

O mercado do Luxo no Brasil está em franco crescimento. Entre novembro de 2007 e abril de 2008, foi aplicada pesquisa que teve por objetivo mensurar o tamanho do mercado do luxo brasileiro, conhecer os investimentos realizados e quais são as perspectivas para este ano, além de desenvolver uma cultura de coleta de dados e informações, facilitando assim o gerenciamento profissional do segmento. E os resultados foram estes:  faturamento de US$ 5 bilhões e um crescimento de 17%, três vezes superior que o registrado pelo PIB brasileiro em 2007. A pesquisa já é um referencial para o setor pois trás novos dados que possibilitam gerar mais ferramentas para esse mercado e que vão ajudar na assertividade e gestão.

E para quem sabe o quanto é importante conhecer profundamente este segmento econômico que acontecerá em data a ser definida a segunda edição do curso O Negócio do Luxo no Paraná. Será em Curitiba no Mabú Royal & Premium Hotel e nestes 3 dias, sob imersão, os inscritos receberão todas as informações atualizadas sobre este mercado que tem um crescimento vigoroso no Brasil.

Empresas e marcas que querem se distinguir das demais, que pretendem ser cultuadas, desejadas, amadas necessitam investir fortemente em treinamento e capacitação para atingir um nível de excelência.

Com sólidos conhecimentos, o consultor Carlos Ferreirinha abordará sob forma de gestão temas relevantes para quem trabalha ou pretende trabalhar com Luxo. Conceitos, estratégias, premissas, pesquisas e como funciona uma operação de produtos ou serviços de Luxo.

O mundo está de olho no Brasil. Investimentos internacionais sendo feitos, grandes marcas abrindo filiais, shoppings luxuosos e condominios residenciais de alto padrão sendo erguidos em locais fora do eixo Rio-São Paulo, e receber informações atualizadas de como funciona este segmento de mercado é uma necessidade imediata. Para trabalhar com o Luxo é necessário entender este mercado e participar do curso O Negócio do Luxo é imprescindivel pois só conhecendo muito bem esta área poderá atuar com acerto e efetuar bons e lucrativos negócios.

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Carlos Ferreirinha - é consultor de luxo e diretor-presidente da MCF Consultoria e Conhecimento e está há mais de 15 anos nas áreas de gerenciamento de operações, desenvolvimento de negócios, marketing, vendas e comunicação. Foi presidente da Louis Vuitton Brasil e embaixador de marketing internacional da EDS – Eletronic Data Systems (Dallas- Texas)

Serviço:

Curso O Negócio do Luxo com o consultor Carlos Ferreirinha em Curitiba

data a ser definida

das 9h as 18h

Local: Mabú Royal & Premium Hotel

Pça. Santos Andrade, 830 - Centro

Pré- Inscrições pelo site www.mcfconsultoria.com.br no link O Negócio do Luxo

Informações:

Dionéia Mendes

Coordenadora MCF para Paraná e Santa Catarina

dioneia@brasilfashion.com.br
41 3329-8205 - 9975-9146

Foto: Kraw Penas

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Marcas de luxo precisam se reinventar

Até as marcas de luxo sofrem com uma estratégia mal definida. Quem poderia imaginar que uma grife do porte de Stella McCartney estivesse perdida em seu posicionamento até três anos atrás? Ou que o próprio segmento tivesse que se reinventar para continuar conquistando os consumidores mais exigentes, donos de contas bancárias sedutoras? Estas e outras questões foram tema de discussão do Atualuxo 2008, Conferência Internacional do Negócio do Luxo, realizada no início deste mês pela primeira vez em São Paulo, mas que já ficou na história do segmento.

As possibilidades deste mercado são ilimitadas, salienta Carlos Ferreirinha (foto), sócio-diretor da MCF Consultoria, organizadora do evento. Sendo assim, os questionamentos continuam. Se a atividade do Luxo pode permear todos os segmentos, como as empresas podem promover uma real diferenciação para um cliente que busca exclusividade?

O mundo do consumo tem cada vez menos fronteiras, ressalta Solange Ricoy, sócia da consultoria Alexandria. “O Luxo e o massivo estão um olhando para o outro para se apropriarem de seus atributos”, aponta. “Se a massa está se apropriando do luxo, como vai ser o luxo daqui para frente?”, pergunta Solange ao falar sobre a democratização das marcas de luxo e de produtos como as sandálias Havaianas, que são vendidas ao preço de R$ 7 a 2 mil euros e grafadas com marcas como Channel.

Está tudo igual
Na busca por despertar o desejo dos consumidores endinheirados, tem crescido o número de edições limitadas de produtos. “É a ilusão do efêmero”, sentencia Solange Ricoy. Para a consultora que sempre trabalhou com marcas de consumo de massa como Lux e Omo, na Unilever, o grande desafio do segmento premium é encontrar um novo caminho de diferenciação.

A pasteurização do segmento pode ser facilmente percebida pelas estratégias de comunicação das marcas de luxo. Se a publicidade das marcas está igual, Will Colin, sócio fundador da Naked Communications, questiona qual seria a percepção dos consumidores sobre estas marcas. “No Luxo tudo deve ser comunicado. Deve-se envolver as pessoas com a essência e com a história do produto”, afirma. “Promover a experiência da marca é a palavra-chave”, comenta.

É nesta direção que caminhou a marca Stella McCartney. Dentro de um grupo de marcas de luxo como Gucci, a grife passou por um período de falta de identidade. Há três anos, a empresa passou a olhar com mais atenção para a questão da sustentabilidade e começou a traçar a sua transformação. Até então, a marca não tinha um posicionamento muito claro. Definido o foco, a missão foi “energizar” as pessoas para que elas pudessem se envolver com a marca.

Caso de sucesso
Não foi fácil. Marco Bizzarri, CEO da empresa e um dos principais arquitetos da reestruturação da grife, detectou que o consumidor queria experimentar um produto diferente assinado por Stella McCartney. A empresa ouviu seus consumidores. “Eles têm uma visão clara de como percebem a marca”, afirma Bizzarri. “Não adianta fazer as mesmas ações de Marketing e esperar que o consumidor mude de percepção”, ressalta.

Com o cliente dentro da empresa, a marca criou produtos voltados para um estilo de vida único. Neste ponto, o design e a distribuição dos produtos foram fundamentais para colocar holofotes novamente sobre a grife. “O design tem impacto direto no desempenho da marca e para nós isso é prioridade”, argumenta o CEO da Stella McCartney. “Primeiro se torne lindo e depois orgânico, tendo a distribuição como ponto chave. Mas não adianta inventar uma marca verde. Isso tem que fazer parte da essência da marca”, destaca Marco Bizzarri.

 

Por Bruno Mello
bruno@mundodomarketing.com.br

Mundo do Marketing: Publicado em 15/9/2008